STF inicia julgamento de Carla Zambelli por perseguição armada e pode resultar em perda de mandato
Deputada responde por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal em episódio ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022; parlamentar também é ré em processo de invasão ao STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará, entre os dias 21 e 28 de março, o julgamento da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso, que será analisado no plenário virtual da Corte sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, remonta a um episódio controverso ocorrido em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais.
O Caso
No dia 29 de outubro de 2022, Zambelli foi filmada perseguindo um homem com uma arma em punho pelas ruas do bairro Jardins, área nobre de São Paulo. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram a parlamentar empunhando uma pistola 9mm em via pública, em clara violação à legislação eleitoral que proíbe o porte de armas 24 horas antes e depois das eleições.
A Defesa
O advogado Daniel Bialski, que representa a deputada, sustenta que sua cliente agiu em legítima defesa após ser "xingada, ofendida, vilipendiada, afrontada e ameaçada" enquanto almoçava com seu filho. Segundo a defesa, Zambelli possuía registro e porte de arma regulares, concedidos em razão de ameaças de morte recebidas contra ela e seu filho.
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