STF reage às sanções dos EUA e Barroso defende independência da Justiça
Presidente do Supremo condena punições contra o Brasil e ministros, afirma que julgamento do golpe foi transparente e convoca diálogo internacional

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, fez nesta quarta-feira (17) um pronunciamento firme contra as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e a ministros da Corte. Barroso destacou que a decisão da Primeira Turma sobre a tentativa de golpe de Estado foi conduzida com transparência e provas robustas, classificando como injustas as medidas que penalizam não apenas magistrados, mas também empresas e trabalhadores brasileiros.
As sanções anunciadas pelos EUA após o julgamento da Ação Penal (AP) 2668 criaram um novo ponto de tensão nas relações entre Brasília e Washington. O processo envolveu o chamado Núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado, julgado na última quinta-feira (11). A decisão do STF, considerada histórica, condenou os envolvidos com base em provas documentais e testemunhais amplamente divulgadas pela imprensa nacional e internacional.
No entanto, a reação norte-americana foi imediata, impondo restrições políticas e econômicas que atingem diretamente o Brasil e seus magistrados. Essa medida é interpretada por analistas como uma interferência em assuntos internos e um teste à soberania do país.
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