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Tensão no STF e cálculo político no Planalto: quem pode herdar a vaga se Barroso antecipar saída

Aos 67 anos, Luís Roberto Barroso avalia deixar o STF após a presidência; Planalto monitora quatro perfis com peso técnico e articulação política enquanto crescem ruídos internos

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Luis Roberto Barroso, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), tem sinalizado reservadamente a possibilidade de deixar a Corte depois de concluir seu mandato à frente da presidência em setembro, apesar de ainda estar a oito anos da aposentadoria compulsória aos 75, prevista pela Emenda Constitucional 88/2015 (PEC da Bengala).

A hipótese de saída precoce acendeu no Palácio do Planalto o processo de peneira para uma terceira indicação ao STF no atual governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já levou Cristiano Zanin e Flávio Dino à Corte. Uma nova nomeação consolidaria ainda mais a influência do Planalto na composição colegiada para julgamentos estruturantes em temas penais, econômicos, federativos e de regulação digital.

Nos bastidores, interlocutores relatam crescente desconforto de Barroso com a deterioração do ambiente deliberativo e com medidas cautelares mais duras adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, avaliadas por setores do colegiado como antecipação de efeitos de eventual condenação.

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