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União e PP anunciam apoio à reeleição de Alcolumbre no Senado

A federação, que apoiou Flávio Bolsonaro no 2º turno, fica contra Rogério Marinho, candidato do PL. O partido terá a maior bancada da história do Senado

União e PP anunciam apoio à reeleição de Alcolumbre no Senado
📷 Reprodução/YouTube
📋 Em resumo ▾
  • A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), declarou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado e do Congresso.
  • A nota é assinada pelos presidentes nacionais Antonio Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP).
  • A eleição será em 1º de fevereiro de 2027. O principal adversário é Rogério Marinho (PL-RN), lançado pelo PL.
  • O PL terá 29 dos 81 senadores, a maior bancada desde a Constituição de 1988, mas precisa de 41 votos para vencer.
  • Por que isso importa: o presidente do Senado controla a pauta da Casa, incluindo eventuais pedidos de impeachment de ministros do STF, e terá papel central na relação com o governo Lula reeleito.
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A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), declarou apoio à recondução do senador Davi Alcolumbre (União-AP) à Presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional. A nota oficial é assinada pelos presidentes nacionais dos dois partidos, Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP). O apoio foi anunciado a pouco mais de três meses da eleição para o comando da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027.

“Entendemos que a continuidade de sua liderança representa a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população.”
— Nota oficial da Federação União Progressista

O que diz a nota

Além de defender a “estabilidade institucional”, a federação afirma que a experiência de Alcolumbre na condução do Senado e do Congresso, “especialmente em momentos de grandes desafios políticos”, mostra a capacidade dele de:

  1. promover o diálogo e construir consensos;
  2. preservar a independência do Parlamento;
  3. manter a harmonia entre os Poderes.

O texto também lembra a “trajetória de parceria” dos dois partidos com Alcolumbre, que é filiado ao União Brasil.

Quem disputa o comando do Senado

Davi Alcolumbre, que preside o Senado desde fevereiro de 2025, quando foi eleito com 73 votos, tenta a reeleição. Segundo a CNN Brasil, ele diz ter pelo menos 48 votos, sete a mais do que os 41 necessários. Como a votação é secreta, essa conta não garante nada.

Rogério Marinho (PL-RN) é o candidato do PL, anunciado pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, em 5 de outubro. Marinho foi coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Em 2023, ele já disputou a presidência do Senado e perdeu para Rodrigo Pacheco por 49 a 32.

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O senador eleito Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, também chegou a ser citado como possível candidato, mas chamou a hipótese de “pura especulação”. Com o apoio do PP a Alcolumbre, essa possibilidade perde força.

Pode haver reeleição?

Sim. A Constituição proíbe a reeleição para a Mesa do Senado dentro da mesma legislatura, ou seja, do mesmo período de quatro anos. Em 2020, ao julgar a ADI 6524, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que a recondução é permitida quando começa uma nova legislatura. É o caso de fevereiro de 2027, quando tomam posse os senadores eleitos em 2026.

A conta do novo Senado

Segundo projeção da Agência Senado, a composição a partir de 2027 deve ser esta:

  1. PL: 29 senadores, a maior bancada desde 1988;
  2. PT: 10;
  3. MDB: 8;
  4. PP: 6;
  5. União Brasil: 5;
  6. PSD: 4.


Mesmo com a maior bancada, o PL precisa de pelo menos 12 votos de outros partidos para eleger Marinho. A federação União-PP soma 11 senadores e era um dos principais alvos do PL. Com o anúncio, o partido de Valdemar perde essa fonte de votos.

Aliada de Flávio, adversária do PL no Senado

O apoio chama atenção porque a Federação União Progressista apoiou Flávio Bolsonaro no 2º turno da eleição presidencial. Agora, fica contra o candidato do PL ao comando do Senado, que foi o coordenador da campanha do próprio Flávio.

O peso do cargo explica a disputa. O presidente do Senado decide o que vai a votação, inclusive pedidos de impeachment de ministros do STF. Segundo a Revista Fórum, Alcolumbre não pretende dar andamento a esses pedidos, inclusive o que foi apresentado contra Alexandre de Moraes, que está parado desde setembro. Depois do 2º turno, Alcolumbre reconheceu publicamente a vitória de Lula e defendeu a “pacificação”.

A nota da federação mostra que as alianças da eleição presidencial não se repetem automaticamente no Congresso. União e PP caminharam com Flávio nas urnas, mas preferem no Senado um presidente que negocia com o governo e com o STF, e não um nome do PL.

Para o PL, que sai da eleição com a maior bancada da história mas com o candidato a presidente derrotado e com paradeiro desconhecido, a disputa de fevereiro é a primeira chance de transformar número de cadeiras em poder real. Sem os 11 votos da federação, a conta de Marinho ficou mais difícil.

🔊 Versão em áudio disponível no topo do post.

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