Anistia ou penas reajustadas? Congresso debate futuro dos condenados do 8 de Janeiro
Proposta alternativa à anistia dos atos golpistas gera atrito com oposição e envolve STF, Alcolumbre e Hugo Motta

No último mês, o cenário político brasileiro foi agitado por intensas discussões sobre o destino dos acusados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. A oposição, liderada pelo PL, apresentou um projeto de lei que prevê a anistia aos réus envolvidos nos atentados, incluindo a possibilidade de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que responde na Justiça por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Contudo, uma nova proposta, articulada em negociações entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), promete mudar o rumo do debate.
O projeto alternativo, que deve ser apresentado no Congresso Nacional até junho de 2025, sugere a redução das penas para réus condenados pelos atos de 8 de janeiro, mas com um endurecimento para os líderes dos ataques. A iniciativa busca um consenso entre as lideranças parlamentares, que consideram as atuais condenações desproporcionais. Até agora, o STF julgou 206 pessoas, com penas que variam de três a 17 anos de prisão, o que reforça a urgência do tema no Legislativo.
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