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Até tu Silvia? Apenas Cristiane Lopes votou contra a 'PEC da Bandidagem' nos dois turnos

Deputada do União Brasil foi o único voto contrário a PEC que prevê impunidade total a parlamentares acusados de crimes graves

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A aprovação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados reforça os mecanismos de proteção a parlamentares, mas revela profundas divisões na representação política. Conhecida popularmente como a ‘PEC da Bandidagem’, por proteger parlamentares de serem presos ou investigados por quaisquer crimes, a proposta foi aprovada em dois turnos na Câmara e ainda precisa passar pelo Senado.

Em Rondônia, a deputada Cristiane Lopes (UB) se destaca como a única voz contrária entre os oito federais do estado, votando contra uma proposta que, para críticos, perpetua a impunidade em meio a investigações sobre corrupção e desvios de emendas. Essa posição isolada de Lopes contrasta com o apoio unânime dos demais, alinhados ao Centrão e ao bolsonarismo, e reacende debates sobre transparência em um estado marcado por escândalos históricos.

A ‘PEC da Bandidagem’

A PEC da Blindagem, ou Proposta de Emenda à Constituição nº 3/2021, foi impulsionada por tensões entre o Legislativo e o Judiciário, usando como pao de fundo decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra figuras políticas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apresentada inicialmente pelo deputado Celso Sabino (atual ministro do Turismo), a medida ganhou relevância em 2021 com a prisão do ex-deputado Daniel Silveira, condenado por ameaças ao STF e apologia à ditadura. Bolsonaristas e o Centrão viram na PEC uma forma de "restaurar prerrogativas constitucionais", mas opositores a classificam como retrocesso à responsabilidade.

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