Defesa de Bolsonaro espelha estratégia que libertou Lula ao contestar investigação sobre tentativa de golpe
Advogados do ex-presidente apontam semelhanças entre métodos da PGR e práticas contestadas da Lava Jato, usando precedentes que beneficiaram atual presidente

Em uma estratégica manobra jurídica, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação de 129 páginas que estabelece paralelos significativos entre os métodos investigativos atuais e as práticas controversas da operação Lava Jato. O documento, protocolado na quinta-feira (6), evita mencionar diretamente a operação que um dia foi celebrada por Bolsonaro, mas apropria-se dos mesmos argumentos que serviram para anular as condenações do presidente Lula.
A equipe jurídica, liderada pelo advogado Celso Vilardi, concentrou suas críticas em três pontos principais:
Questionamento da imparcialidade: A defesa argumenta que o ministro Alexandre de Moraes, ao participar dos interrogatórios da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, estaria comprometendo sua imparcialidade como relator. Para fundamentar essa posição, citam o precedente estabelecido no caso de Sergio Moro, declarado parcial pelo STF no processo contra Lula.
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