Pesquisa Quaest Rondônia: Rogério dispara e Senado tem empate no topo
Senador sobe 13 pontos em um mês e abre 16 de vantagem sobre Adailton Fúria. No Senado, Fernando Máximo e Sílvia Cristina aparecem tecnicamente empatados na frente
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- Marcos Rogério (PL) tem 37% na disputa pelo governo, 13 pontos a mais que em agosto. Adailton Fúria (PSD) tem 21%.
- No Senado, Dr. Fernando Máximo (PL), com 18%, e Sílvia Cristina (PP), com 16%, estão empatados tecnicamente na frente.
- Outros institutos também mostram Rogério na liderança, mas divergem bastante no Senado, sobretudo sobre Bruno Bolsonaro Scheid.
- Por que isso importa: a nove dias da eleição, 35% dos eleitores ainda admitem mudar o voto para governador, e 27% não escolheram ninguém para o Senado
O senador Marcos Rogério (PL) lidera a disputa pelo governo de Rondônia com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (24). O resultado representa alta de 13 pontos em relação a agosto. O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) aparece em segundo, com 21%. No Senado, Dr. Fernando Máximo (PL) e Sílvia Cristina (PP) estão empatados tecnicamente na liderança. A pesquisa foi contratada pela Rede Amazônica.
Ficha técnica: Quaest, contratada pela Rede Amazônica. 804 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais, entre 20 e 23 de setembro de 2026. Margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Registros no TSE: RO-08556/2026 e BR-06511/2026.
Governo: Rogério sobe 13 pontos e Fúria fica estável

Na pesquisa estimulada, em que a lista de candidatos é mostrada ao eleitor, Marcos Rogério passou de 24% para 37%. Adailton Fúria manteve os 21%. Hildon Chaves (União) tem 9%, e Expedito Netto (PT) caiu de 10% para 6%. Samuel Costa (PSB) e Pedro Abib (MDB) têm 1% cada. Os brancos, nulos e quem diz que não vai votar somam 6%, e os indecisos, 19%.
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor diz o nome sem ver a lista, Rogério tem 19% e Fúria, 13%. Nessa modalidade, 59% ainda não sabem em quem votar.
Cálculo do Painel: somados, os adversários de Rogério têm 38%, praticamente o mesmo que ele tem sozinho. Descontados brancos, nulos e indecisos, Rogério teria cerca de 49% dos votos válidos, logo abaixo dos mais de 50% necessários para vencer no primeiro turno. É uma estimativa, não um número divulgado pela Quaest. Com margem de 3 pontos, tanto a vitória no primeiro turno quanto um segundo turno são possíveis.
Para 65% dos eleitores, a escolha para governador é definitiva. Outros 35% dizem que ainda podem mudar o voto.
Segundo turno: Rogério vence os três adversários testados

A Quaest testou seis cenários de segundo turno. Rogério vence nos três em que aparece: tem 45% contra 27% de Fúria, 50% contra 17% de Hildon e 53% contra 14% de Expedito. Nas simulações sem Rogério, Fúria vence Hildon (38% a 23%) e Expedito (45% a 12%), e Hildon vence Expedito (35% a 16%).
Rejeição: Expedito Netto é o mais rejeitado

A Quaest perguntou sobre cada candidato se o eleitor o conhece e votaria nele, se não o conhece ou se o conhece e não votaria nele. O índice "conhece e não votaria" funciona como medida de rejeição. Expedito Netto tem a maior rejeição, com 44%. Rogério e Fúria aparecem empatados, com 25% cada.
O potencial de voto de Rogério, ou seja, os que o conhecem e votariam nele, subiu de 40% para 48%. Fúria ainda é desconhecido por 40% dos eleitores, o que significa espaço para crescer, mas com pouco tempo para isso.
O que dizem os outros institutos sobre o governo

As pesquisas mais recentes de outros institutos também mostram Rogério na frente, mas com distâncias bem diferentes:
- Veritá (7 a 12/9): Rogério 47,8%, Fúria 19,7%, Hildon 11,8% e Expedito 10,4%. Foram 1.220 entrevistados, com margem de 3 pontos. A pesquisa foi feita com recursos próprios do instituto e registrada como RO-01935/2026.
- Veritá (14 a 19/9): considerando apenas os votos válidos, Rogério tem 50,3%, Fúria 22,2% e Hildon 14%, com registro RO-05848/2026. O instituto divulgou os dados de forma parcial no Instagram, sem todos os cenários e sem os dados metodológicos completos. Como são votos válidos, esses números não podem ser comparados diretamente com os demais.
- Brasil Dados (31/8 a 3/9): Rogério 29% e Fúria 25%. Com margem de 3 pontos, os intervalos dos dois se sobrepõem. Foram 1.060 entrevistas em 29 municípios, com registro RO-08019/2026.
A pesquisa Veritá de 14 a 19 de setembro é questionada na Justiça. A coligação de Fúria (PSD, Avante e Federação Renovação Solidária) pediu a suspensão da divulgação, e o juiz auxiliar do TRE-RO Audarzean Santana negou o pedido de liminar na terça-feira (22). Segundo a decisão, não havia, naquele momento, demonstração suficiente de irregularidade. A coligação que apoia Hildon Chaves também questionou a mesma pesquisa, e o tribunal determinou que as duas ações sejam analisadas em conjunto. A negativa da liminar não encerra o caso.
Senado: Máximo e Sílvia Cristina empatados na frente

Em 2026, Rondônia elege dois senadores, e cada eleitor vota em dois candidatos diferentes. A Quaest pergunta primeiro o voto para a primeira vaga e depois para a segunda. Em seguida, soma as duas respostas e recalcula o resultado para totalizar 100%, mantendo a proporção entre candidatos, brancos, nulos e indecisos.
Por esse cálculo, Dr. Fernando Máximo tem 18%, e Sílvia Cristina, 16%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro, o que configura empate técnico. Sílvia foi quem mais cresceu: tinha 11% em agosto. Mariana Carvalho (Republicanos) tem 11% e está tecnicamente empatada com Sílvia no limite da margem. Bruno Bolsonaro Scheid (PL) caiu de 11% para 8%. Os indecisos são 27%.

Considerando só a primeira vaga, Sílvia Cristina (22%) e Máximo (21%) estão praticamente empatados. Na segunda vaga, Máximo lidera com 15%, seguido por Mariana Carvalho (11%). Na segunda vaga, 33% dos eleitores estão indecisos. Para 63% dos eleitores, o voto para o Senado é definitivo.

Os candidatos ao Senado com maior rejeição são Acir Gurgacz (PDT), com 33%, e Mariana Carvalho, com 23%. Bruno Scheid é o menos conhecido entre os quatro primeiros: 64% dos eleitores não o conhecem.
"Galgar os números do Senado exige cuidado: cada eleitor vota duas vezes, e metade da disputa ainda está em aberto."
Senado: onde os institutos divergem
Os resultados da Veritá para o Senado são bem diferentes dos da Quaest. Na pesquisa de 14 a 19 de setembro, somando as duas escolhas, Bruno Scheid tem 46,9%, Fernando Máximo 44,3% e Sílvia Cristina 22,8%. No primeiro voto, Scheid tem 36,9%, Máximo 19% e Luciana Oliveira (PT) 11,2%.
Parte da diferença vem do método. A Veritá apresenta a soma das duas escolhas sem recalcular o total para 100%. Cálculo do Painel: convertidos para essa mesma base, os números da Quaest ficam aproximadamente assim: Máximo 36%, Sílvia 31%, Mariana 22% e Scheid 16%. Mesmo com essa conversão, a distância entre os dois institutos continua grande, principalmente no caso de Scheid (16% na Quaest contra 46,9% na Veritá).
O Painel não tem como afirmar qual retrato está mais próximo do real. Só a urna dirá.
Governo Marcos Rocha: aprovação estável, sucessão com mais apoio

A gestão do governador Marcos Rocha é aprovada por 46% dos eleitores e desaprovada por 31%. Em agosto, a desaprovação era de 34%. Na avaliação, 31% consideram o governo positivo, 37% regular e 19% negativo.
Perguntados se o governo merece eleger um sucessor, 46% dizem que sim, contra 38% em agosto, e 39% dizem que não. A saúde é apontada como o principal problema do estado por 45% dos entrevistados, bem à frente de infraestrutura (13%) e violência (9%).
O tamanho da disputa
Segundo dados oficiais do TSE, Rondônia tem 1.267.105 eleitores aptos em 2026, distribuídos em 52 municípios. Porto Velho concentra 29,05% do eleitorado, seguida por Ji-Paraná (7,74%), Ariquemes (5,74%), Vilhena (5,66%) e Cacoal (5,53%). Juntas, essas cinco cidades somam mais da metade dos eleitores do estado. O primeiro turno será em 4 de outubro.
Versão em áudio disponível no topo do post.