PL terá maior bancada do Senado a partir de 2027; veja composição
Com o fim das eleições, a composição do Senado para 2027 está praticamente definida — PL lidera, a renovação chega a 74% e um caso no TSE ainda pode mudar o resultado no Paraná
📋 Em resumo ▾
- PL terá a maior bancada do Senado a partir de fevereiro de 2027, com 29 das 81 cadeiras, seguido por PT (10), MDB (8) e PP (6)
- A renovação da Casa chega a 74%: dos 54 mandatos em disputa, 40 serão ocupados por novos senadores
- A bancada feminina soma 19 integrantes (23,5% do total)
- Ainda pendente: o TSE não decidiu se mantém o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR), eleito com 2,9 milhões de votos — ele é apenas candidato com registro contestado, não há condenação ou cassação definitiva
- Por que isso importa: a definição do caso paranaense pode mudar a composição partidária projetada e, se o registro for negado, obrigar uma eleição suplementar no estado
Com o encerramento das eleições neste domingo (25), está praticamente definida a composição do Senado a partir de fevereiro de 2027, ressalvadas possíveis mudanças de partido. O cenário considera os 54 parlamentares eleitos em 4 de outubro, os 27 mandatos que seguem até 2031 e as substituições decorrentes da eleição de senadores para os governos estaduais.
Como fica a divisão por partido
O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada, com 29 dos 81 senadores. O Partido dos Trabalhadores (PT) deverá ter 10, seguido pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com oito, e pelo Progressistas (PP), com seis. União Brasil e Republicanos terão cinco representantes cada; Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista Brasileiro (PSB), quatro cada; Novo, três; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Podemos, dois cada; e Rede e Partido Democrático Trabalhista (PDT), um cada. O senador Romário (RJ) permanece sem partido.
A bancada feminina terá 19 integrantes — 23,5% das 81 cadeiras —, somando as 12 mulheres eleitas em outubro e outras sete que exercem mandatos iniciados em 2023. Entre elas está Cheila Moreira (PT-AM), primeira suplente de Omar Aziz (PSD-AM), eleito governador do Amazonas no segundo turno.
Uma renovação de 74%
Dos 54 mandatos disputados neste ano, 40 serão ocupados por novos senadores — uma renovação de 74%. Entre os 32 parlamentares que tentaram a reeleição, apenas 14 permanecerão na Casa (43,7%). As outras 27 cadeiras não foram disputadas porque os titulares foram eleitos em 2022, para mandatos que terminam em janeiro de 2031.
Mesmo entre essas 27 vagas haverá mudanças, além da entrada de Cheila Moreira na vaga de Omar Aziz. Em Minas Gerais, Alex Diniz (PL) assumirá a cadeira de Cleitinho (Republicanos), eleito governador. No Paraná, Luís Felipe Cunha (PL) substituirá Sergio Moro (PL), também eleito governador no primeiro turno. Já Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), derrotados no segundo turno nas disputas estaduais, permanecem no Senado.

O caso em aberto no Paraná
A composição final da Casa ainda depende de uma decisão do TSE sobre o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos (25,14% dos válidos). O questionamento tem origem em uma decisão anterior do próprio TSE que, em 2023, cassou o registro de deputado federal de Dallagnol, por entender que sua exoneração do Ministério Público Federal, em 2021, buscou evitar processos disciplinares e contornar as restrições da Lei da Ficha Limpa.
Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro da candidatura ao Senado, mas a decisão foi contestada no TSE. Em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro, em decisão individual. No dia seguinte, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão — o que permitiu que os votos de Dallagnol fossem contabilizados normalmente até que o Plenário analise o caso. O julgamento estava previsto para 8 de outubro, mas foi adiado a pedido da defesa, sem nova data anunciada.
Se o TSE confirmar o indeferimento do registro, os votos recebidos por Dallagnol serão anulados e deverá ser realizada uma eleição suplementar no Paraná, apenas para preencher essa vaga no Senado — o que poderia alterar a composição partidária hoje projetada para 2027. Até lá, Dallagnol segue como senador eleito, com registro sub judice, sem qualquer decisão definitiva contra ele.

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