Ponte Binacional: Maurício Carvalho debate futuro de Guajará-Mirim
Deputado federal reuniu lideranças e povos indígenas para discutir desenvolvimento da fronteira e a conclusão da obra de ligação com a Bolívia
O deputado federal e candidato à reeleição Maurício Carvalho (Federação União Progressista) reuniu-se nesta sexta-feira (25) em Guajará-Mirim com lideranças locais e representantes de povos indígenas para debater o desenvolvimento da região de fronteira. O encontro, realizado ao lado do vice-prefeito Ricardo Maia (segundo suplente de Mariana Carvalho ao Senado), teve como eixo central a Ponte Binacional Brasil–Bolívia.
A infraestrutura como alavanca econômica
A construção da ligação entre Guajará-Mirim e Guayaramerín é uma pauta acompanhada por Maurício Carvalho desde o início de seu mandato. Em 2023, o deputado provocou o debate na Câmara dos Deputados, o que contribuiu para o avanço do projeto. Atualmente, a obra encontra-se na fase de elaboração dos projetos básico e executivo, após a assinatura da ordem de serviço pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Para o parlamentar, a ponte não deve ser analisada apenas como uma estrutura física, mas como um catalisador para o comércio, a integração bilateral e o turismo regional.
"Durante muitos anos, a gente falou sobre o potencial de Guajará-Mirim. Agora precisamos trabalhar para transformar esse potencial em oportunidade. A ponte é parte disso, mas precisamos pensar também em quem vai receber as pessoas que chegam, no nosso comércio, no turismo, na cultura e em tudo aquilo que faz desta região um lugar único", destacou o deputado.
Escuta ativa e valorização do território
A reunião em Guajará-Mirim reforçou a estratégia de campanha de construir prioridades a partir da escuta direta das populações locais. A pauta incluiu a valorização da cultura, das tradições e das riquezas naturais de uma cidade marcada pela dinâmica fronteiriça.
Ao lado de Ricardo Maia, Maurício Carvalho reafirmou o compromisso de manter a interlocução com Brasília para garantir que o avanço da obra seja acompanhado por investimentos geradores de emprego e renda.
"Guajará-Mirim não pode ser apenas o lugar por onde as pessoas passam para atravessar uma fronteira. Quero ajudar a fazer dela um destino, um lugar onde as pessoas venham para conhecer, consumir, valorizar nossa cultura e movimentar a economia. E isso se constrói ouvindo quem conhece e vive essa realidade todos os dias", concluiu.
A transição de Guajará-Mirim de um mero ponto de passagem para um destino econômico exige mais do que a conclusão de uma obra de engenharia. Demanda políticas públicas integradas de turismo, segurança e fomento ao comércio local.
A promessa de transformar o potencial da fronteira em oportunidade coloca um desafio claro: a capacidade de articular recursos federais que complementem a infraestrutura física com desenvolvimento humano. Resta observar se a interlocução com o poder local será suficiente para garantir que os benefícios da integração bilateral cheguem de fato às comunidades que vivem no cotidiano dessa fronteira.
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