Eleições 2026

Quanto a PF já apreendeu em crimes eleitorais neste ano? Veja o balanço

Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apresentou neste domingo (4) balanço com 1.292 inquéritos, 62 operações e 97 investigações sobre violência política de gênero abertas ao longo do ano.

Quanto a PF já apreendeu em crimes eleitorais neste ano? Veja o balanço
📷 Divulgação/PF
📋 Em resumo ▾
  • A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 30 milhões em dinheiro e R$ 45 milhões em outros bens em ocorrências ligadas a crimes eleitorais ao longo de 2026, segundo balanço apresentado neste domingo (4) pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues
  • Foram instaurados 1.292 inquéritos policiais no ano, com mais de 2.200 investigações ativas e 62 operações realizadas
  • A PF abriu também 97 inquéritos sobre violência política de gênero e recebeu policiais de Angola como observadores internacionais do processo eleitoral brasileiro
  • Por que isso importa: o balanço dá a dimensão do esforço de fiscalização da Polícia Federal num ano eleitoral, incluindo uma frente — violência política de gênero — que ganhou estrutura própria de apuração
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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, apresentou neste domingo (4), em entrevista coletiva, um balanço da atuação da corporação em crimes eleitorais ao longo de 2026. Segundo ele, mais de R$ 30 milhões foram apreendidos em dinheiro em ocorrências relacionadas a esses crimes no ano, somados a outros R$ 45 milhões em bens apreendidos.

O balanço do ano

De acordo com o levantamento apresentado, a Polícia Federal instaurou 1.292 inquéritos policiais sobre crimes eleitorais ao longo de 2026, mantém mais de 2.200 investigações ativas e realizou 62 operações no período. Andrei Rodrigues afirmou que as ocorrências registradas na manhã deste domingo — dia de votação do primeiro turno — não atrapalharam o processo eleitoral ou a votação em si.

Violência política de gênero ganha destaque

O diretor-geral destacou especificamente a abertura de 97 inquéritos policiais relacionados à violência política de gênero, área em que, segundo ele, a corporação tem atuado de forma coordenada. "Reafirmo nosso compromisso com a democracia, com o processo eleitoral e com o papel que a Polícia Judiciária da União e a Polícia Judiciária Eleitoral estão cumprindo junto com os parceiros. Ninguém faz nada sozinho", afirmou.

Rodrigues citou a coordenação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal Federal e as polícias estaduais na atuação conjunta durante as eleições.

Observadores internacionais

O diretor-geral informou ainda que policiais de Angola estão acompanhando as eleições brasileiras como observadores, dentro de um acordo de cooperação estabelecido com a Polícia Federal. Segundo Rodrigues, a presença dos policiais angolanos tem o objetivo de levar a experiência brasileira ao país africano e contribuir para o aprimoramento de seu próprio processo eleitoral.

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O balanço apresentado por Andrei Rodrigues complementa o levantamento parcial já divulgado pela corporação mais cedo neste domingo, referente apenas às ocorrências do dia — e dá a medida do que foi, segundo a própria PF, um ano de trabalho intenso na fiscalização de crimes eleitorais em todo o país.

Versão em áudio disponível no topo do post.

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