STJ nega habeas corpus a Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro para o PCC
O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, negou o habeas corpus da influenciadora Deolane Bezerra, mantendo-a presa na Operação Vérnix, que a acusa de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC)
📋 Em resumo ▾
- STJ nega habeas corpus a Deolane Bezerra em investigação da Operação Vérnix sobre lavagem de dinheiro para o PCC
- Influenciadora é acusada de movimentações financeiras expressivas e conexões com a cúpula da facção
- Deolane e Marcola viraram réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro no final de junho
- Prisão ocorreu em 21 de maio em operação do MP-SP e Polícia Civil
- Por que isso importa: O caso ilustra o alcance de investigações sobre lavagem de dinheiro que ligam figuras públicas ao crime organizado e reforça o papel do Judiciário no controle de pedidos de liberdade em inquéritos sensíveis.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu negar o habeas corpus protocolado pela defesa da influenciadora digital Deolane Bezerra. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (1º de julho de 2026) pelo ministro Ribeiro Dantas. O despacho está em segredo de Justiça e não foi divulgado.
Deolane foi presa em 21 de maio durante a Operação Vérnix, ação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. Ela é acusada de praticar atos de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com as investigações, a influenciadora realizou movimentações financeiras expressivas e mantinha conexões com a cúpula da organização criminosa.
No final de junho, Deolane e o detento Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), um dos líderes do PCC, viraram réus pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Marcola cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília.
Perfil e repercussão
Deolane Bezerra, de 38 anos, acumula mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, onde ostenta estilo de vida de luxo. Ela ganhou visibilidade nacional após a morte trágica de seu marido, o funkeiro MC Kevin, em maio de 2021, que caiu da varanda de um hotel no Rio de Janeiro.
A negativa de habeas corpus mantém a influenciadora presa enquanto prosseguem as investigações sobre sua suposta participação em esquema de lavagem de recursos da facção. O STJ, em decisão monocrática, entendeu que não estão presentes os requisitos para concessão da liberdade provisória no caso.
A Operação Vérnix expõe mais uma frente de combate à lavagem de dinheiro que alimenta o crime organizado, especialmente o PCC, uma das maiores facções do país. O processo segue em andamento, com a influenciadora respondendo pelos crimes imputados.
Versão em áudio disponível no topo do post.