"Vitória das máfias": Alessandro Vieira detona alterações no PL Antifacção e aponta seletividade judicial
Em entrevista ao Roda Viva, relator da CPI expõe dificuldades de investigar a alta cúpula do Judiciário e detalha como o esquema do Banco Master conectou diferentes crimes

A estrutura institucional brasileira enfrenta um debate acalorado sobre os limites da fiscalização parlamentar e a suposta “blindagem” de figuras do alto escalão do Poder Judiciário. Em entrevista recente ao programa Roda Viva, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, trouxe à tona duras críticas à seletividade das investigações no país, comparando a facilidade de investigar familiares de chefes do Executivo com a resistência encontrada ao tocar em membros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A “Barreira de Blindagem” da Elite
Segundo o parlamentar, o Brasil vive um cenário de desigualdade investigativa. Ele citou como exemplo a aprovação da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito da CPMI do INSS. Para Vieira, enquanto figuras políticas e seus familiares são alcançáveis, o Judiciário permanece intocado.
“Existem barreiras de blindagem da elite que já foram rompidas no Brasil. Já teve presidente preso, governador preso, prefeito preso, mas nunca um ministro [do STF] sequer investigado. É uma barreira jamais rompida”, afirmou o senador.
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