Eleições 2026

Aécio Neves perde disputa pelo Senado em MG e fica sem cargo eletivo pela 1ª vez em 40 anos

Ex-governador e presidente do PSDB ficou em sétimo lugar na disputa pelas duas vagas mineiras no Senado e, pela primeira vez desde 1986, não terá mandato eletivo a partir de 2027

Aécio Neves perde disputa pelo Senado em MG e fica sem cargo eletivo pela 1ª vez em 40 anos
📷 Reprodução
📋 Em resumo ▾
  • Aécio Neves (PSDB) ficou em 7º lugar na disputa pelo Senado em Minas Gerais, com 829.952 votos (4,06%), com 99,62% das urnas apuradas no domingo (4/10)
  • As duas vagas foram conquistadas por Domingos Sávio (PL), com 24,2% dos votos, e Marília Campos (PT), com 19,4%
  • Com o resultado, Aécio ficará sem cargo eletivo pela primeira vez desde que foi eleito deputado federal em 1986, encerrando um ciclo de 40 anos
  • Por que isso importa: a derrota de uma das principais lideranças do PSDB afeta diretamente o projeto de reconstrução nacional do partido rumo a 2030
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O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) perdeu neste domingo (4/10) a disputa por uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado. Com 99,62% das urnas apuradas, ele somava 829.952 votos — equivalentes a 4,06% do total —, repetindo a sétima colocação indicada desde as primeiras apurações da noite. Com a derrota, Aécio ficará sem mandato eletivo a partir de 2027 pela primeira vez em 40 anos.

Quem ficou com as duas vagas mineiras

As cadeiras do Senado por Minas Gerais ficaram com o deputado federal Domingos Sávio (PL), eleito com 24,2% dos votos, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), que garantiu a segunda vaga com 19,4%.

Segundo apuração do jornal O Tempo, ficaram à frente de Aécio, na briga pelas duas vagas, o senador Carlos Viana (PSD), que tentava a reeleição, a ex-deputada Áurea Carolina (Psol), o deputado federal Marcelo Aro (PP) e Marco Antônio Superman (Novo).

Uma candidatura que entrou tarde na corrida

A candidatura de Aécio ao Senado foi marcada por indefinições ao longo de todo o período pré-eleitoral. Em 4 de agosto, ele chegou a anunciar que não disputaria nenhum cargo em 2026. Em 28 de agosto, mudou de posição e confirmou a candidatura, tornando-se o único nome ao Senado na chapa do candidato ao governo Alexandre Kalil (PDT), dentro da aliança Cuidar de Minas, formada pelo PDT e pela Federação PSDB-Cidadania.

A entrada tardia — pouco mais de um mês antes da eleição — reduziu o tempo de campanha e de exposição do candidato, apontado por análises de imprensa como um dos fatores da votação abaixo do esperado.

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A derrota de Aécio Neves encerra um ciclo de quatro décadas sem que o tucano ficasse fora de um mandato eletivo.

O fim de um ciclo de 40 anos

Neto do ex-presidente Tancredo Neves, Aécio foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1986. Desde então, presidiu a Câmara dos Deputados, governou Minas Gerais entre 2003 e 2010 e foi senador pelo estado. Também disputou a Presidência da República em 2014, quando perdeu o segundo turno para Dilma Rousseff (PT).

Sem mandato a partir de 2027, Aécio deverá conduzir a tentativa de reorganização nacional do PSDB fora do Congresso — justamente no ciclo que o partido define como preparação para uma nova candidatura presidencial em 2030.

A derrota em Minas não encerra apenas uma eleição: tira do Congresso, pela primeira vez em quatro décadas, um dos nomes que mais moldaram a trajetória do PSDB desde a redemocratização. Resta saber se a reconstrução do partido que Aécio promete liderar consegue avançar sem o lastro de um mandato — e se o nome que já disputou a Presidência do Brasil ainda terá espaço relevante na política mineira daqui a quatro anos.

Versão em áudio disponível no topo do post.

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