Eleições 2026

Como fica o Senado a partir de 2027? Veja a composição por partido e por estado

Levantamento mostra como fica a composição do Senado a partir de fevereiro de 2027, com o PL ampliando a bancada para 28 cadeiras após eleger 19 dos 54 novos senadores

Como fica o Senado a partir de 2027? Veja a composição por partido e por estado
📷 Alan Alex
📋 Em resumo ▾
  • O PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, elegeu 19 dos 54 novos senadores neste domingo (4/10) e passará a ter 28 cadeiras no Senado a partir de 2027
  • O partido fez "dobradinha" — elegeu os dois senadores do estado — no Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima e em Santa Catarina
  • MDB fica em segundo lugar, com 8 cadeiras, e o PT mantém 9, incluindo a vaga de Wellington Dias, hoje ocupada pela suplente do PSD
  • Por que isso importa: a nova composição definirá a correlação de forças no Senado — incluindo a eleição da Mesa Diretora, em fevereiro de 2027
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O Partido Liberal (PL), legenda do senador Flávio Bolsonaro, elegeu 19 dos 54 novos senadores nas eleições deste domingo (4/10) e passará a ter a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 28 das 81 cadeiras — ante as atuais 15. O levantamento, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também mostra a composição completa da Casa e os nomes eleitos em cada um dos 26 estados e no Distrito Federal.

PL faz "dobradinha" em cinco unidades da federação

O PL conseguiu eleger os dois senadores do mesmo estado — a chamada "dobradinha" — em seis unidades da federação: Distrito Federal (Michelle Bolsonaro e Bia Kicis), Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja e Capitão Contar), Rio de Janeiro (Carlos Portinho e Carlos Jordy), Rondônia (Dr. Fernando Máximo e Bruno Scheid), Roraima (Arthur Henrique e Soldado Sampaio) e Santa Catarina (Carol de Toni e Carlos Bolsonaro). Entre os eleitos está a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Como fica a composição a partir de 2027

Em segundo lugar na nova composição aparece o MDB, com 8 cadeiras — uma a menos que as atuais 9. O PT mantém o tamanho da bancada, com 9 cadeiras, incluindo a vaga de Wellington Dias, que se licenciou para assumir o Ministério do Desenvolvimento Social e está hoje ocupada pela suplente Jussara Lima, do PSD. PP, Novo, PSB e União Brasil elegeram três senadores cada.

O PL passa a ocupar mais de um terço do Senado a partir de 2027 — a maior bancada de um único partido desde a redemocratização recente da Casa.

Contexto e antecedentes

Em 2026, cada eleitor escolheu dois nomes para o Senado em seu estado, renovando 54 das 81 cadeiras — os outros 27 senadores têm mandato até 2030 e não foram afetados por esta eleição. Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, quando o Senado também escolhe sua nova Mesa Diretora para o biênio seguinte — processo em que o tamanho de cada bancada tende a pesar diretamente nas negociações.

Mais do que uma simples renovação de mandatos, o resultado de domingo redesenha o equilíbrio de forças no Senado para os próximos quatro anos, com o PL em posição de maior influência na disputa pela presidência da Casa em fevereiro. Resta acompanhar como as demais legendas vão se reorganizar diante da nova configuração.

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